Coronavírus: o que a tecnologia pode fazer pela interação?

Durante os últimos anos, temos criticado com veemência o excesso do uso da tecnologia (em especial, em relação às redes sociais) e todo o distanciamento que isso pode causar. Pessoas próximas, interação online. São muitos os pontos positivos e negativos desse avanço proporcionado pela internet e pelos novos arranjos de mercado. A Marcô, por exemplo, já nasceu tendo adotado o modelo home office, que tem sido uma solução neste momento de pandemia de coronavírus. Encurtamos distâncias e permanecemos presentes.

Chegou a hora de, ao pensar no coletivo e na não sobrecarga do sistema de saúde, fazermos valer tudo que temos ensaiado durante todos esses anos! Incentive pessoas e empresas, que assim o possam fazer, a evitar os contatos presenciais, otimize reuniões, faça uso eficaz das ferramentas que tanto amamos! Se você é gestor e pode adaptar o trabalho da sua equipe, faça isso! Se há pessoas trabalhando na sua casa, lembre-se delas (afinal, elas correm os mesmos riscos. É preciso lembrar?). É possível dispensá-las pelos próximos dias (e manter o pagamento)? Faça isso.

Eu separei alguns recursos que facilitam o trabalho no dia a dia, em especial, durante esse período de distanciamento social, que já vem sendo recomendado pelos órgãos competentes:

  1. WhatsApp ou Telegram. Os grupos de WhatsApp ou de Telegram são uma ótima forma de tratar de assuntos com diversas pessoas. É importante se atentar para o horário comercial, para a objetividade (dê preferência a textos escritos e sucintos) e para o foco (nada de tratar de assuntos que não sejam os profissionais e da alçada daquele grupo específico). Esse recurso também facilita a organização das demandas por temas e o resgate de informações. Eu já passei dos meus 100 grupos de WhatsApp. Eu sei, são muitos;
  2. E-mail. O “velho” e-mail pode e deve ser usado para os assuntos mais oficiais. Servem como fonte de documentação de fatos importantes e podem ter a finalidade de “amarrar”, por exemplo, um assunto tratado inicialmente em grupos de WhatsApp ou de Telegram. Lembrando também que nem todos os profissionais disponibilizam contatos de telefone celular e nem todas as empresas autorizam o seu uso no trabalho. Nesses casos, talvez o e-mail seja a sua única alternativa escrita e rápida (nem sempre) de contato. No quesito agilidade de retorno, para a maioria das pessoas, o WhatsApp ganha do e-mail;
  3. Vídeos. Reuniões por grupos de WhatsApp (máximo: 4 números em vídeo ao mesmo tempo), Skype e FaceTime são uma boa solução para aqueles que valorizam o contato visual. A dica é: mantenha o foco e evite as distrações do ambiente ao seu redor. Continue sendo objetivo;
  4. Ligações. Pessoalmente, não sou adepta às ligações, mas há quem seja! É importante dosar isso para saber quando este é o melhor recurso estratégico a ser utilizado. Sabemos que o e-mail e o WhatsApp ou Telegram (textos), por exemplo, não conseguem passar toda a dimensão de expressões, tom de voz e explicação. Para algumas pessoas, a ligação também é sinônimo de que você de fato se importa com ela e com o assunto abordado. Avalie! Por que eu não gosto? Porque me obriga a parar exatamente ao soar daquele toque o que eu estava fazendo; porque, através da mensagem antecipada, eu posso solucionar o que está sendo requerido e responder já com a solução adotada; porque o áudio não consegue mostrar os layouts para a aprovação do cliente (importantíssimo para o meu trabalho); porque não cria um histórico da discussão e, assim, não se tem uma fonte para ser revisitada em caso de dúvida… São muitos os motivos.

Com o uso em maior escala dessas alternativas, é possível que saiamos dessa fase com a ideia de que o contato físico é importante para nós seres humanos e sociais, mas que podemos otimizar tempo e recursos com medidas simples e práticas. O que você pode fazer por você, por seu trabalho e pelo mundo neste momento?

Andrea Marnine
Relações Públicas com MBA em Gestão de Pessoas
MBA em Marketing Estratégico em curso
Idealizadora da Marcô Coletivo de Comunicação

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