Comunicação, crise e terceiro setor

Ao mesmo passo que todos acham que entendem de Comunicação, poucos de fato reconhecem a sua importância. É preciso técnica, estudo, vivência, dedicação. Não basta achar que sabe, é preciso ser excelente, saber o porquê, como e para quê. Quais são os riscos? Quais são as oportunidades? O que posso esperar do meu público? Quais medidas devo adotar? Como posso mensurar isso tudo? Parafraseando, em terra de desentendidos, quem tem uma Assessoria de Comunicação é rei.

Não é novidade que o país atravessa uma série crise econômica, também não é novidade a falta de reconhecimento que a área de Comunicação sofre. O desafio é deixar de lado os “achismos” e lançar mão dos benefícios que uma assessoria pode trazer para uma instituição. As agências mais sérias sabem quantificar o seu trabalho, tornar o que todos julgam subjetivo e impalpável em algo real, quantificável e traduzido em relatórios, tabelas, números, indicadores, gráficos. Sabem também fortalecer a marca; ter bom relacionamento com a imprensa, colaboradores e clientes; transformar, através de um trabalho eficaz, a imagem de uma organização; oferecer inovação; possibilitar captação de recursos através de ações e campanhas direcionadas. Quanto vale ter um diferencial? Quanto vale uma boa ideia? Quanto vale entender seus públicos e satisfazê-los? Quanto vale superar esse período de crise? Quanto vale isso para a sua empresa? Quanto vale isso para o terceiro setor, tão carente de recursos, mas tão ávido por crescimento? Uma coisa posso assegurar: muito mais do que se é investido em dinheiro. Inclusive, em termos de retorno financeiro.

Já se foi a época em que o profissional de Comunicação se calava ao ser “acusado” de ornamentar uma instituição como um troféu que se coloca numa estante para apenas chamar a atenção das visitas. Ao longo do tempo, mostramos a diferença que podemos imprimir. As instituições mais sólidas e respeitadas investem em Comunicação. O terceiro setor, que tanto tem sentido o impacto da crise nacional, depende das ações, campanhas, ideias, captação de recursos e doações alavancadas pela Comunicação. E isso se tornou uma questão de sobrevivência.

Mais uma vez, o desafio é estar receptivo para enxergar o que é real.

 

Andrea Marnine
Relações Públicas com MBA em Gestão de Pessoas
MBA em Marketing Estratégico em curso
Idealizadora da Marcô Coletivo de Comunicação